domingo, 17 de agosto de 2014

Meu querido mês de agosto

Neste momento não há nada que eu queira mais que ver-te, nem que seja uma vez apenas, já que esperei o ano todo por ti. E o ano antes deste. E o ano anterior. E provavelmente o ano antes também. Estou ansiosa pelo momento em que os meus olhos possam cruzar os teus novamente. Mas isto que sinto é estúpido e em vão, porque já não vivemos no mundo de antigamente. E com isto quero dizer que não há ninguém que espere tanto tempo por alguém. Mas talvez eu tenha esperado por ti. Por ti, que estás e vives tão longe de mim e, quando vens, tens tanto para ver... E eu sou só "a conhecida" que vês duas ou três vezes por ano, mas que anseia por agosto durante o ano todo, que espera por um milagre que te traga para cá, para mais perto, que pediu às estrelas para te ver uma e outra vez mais. 
Eu não sei o que se passa comigo sempre que ouço falar em ti e no teu regresso, mas tudo dentro de mim fica desesperadamente alerta a qualquer sinal da tua presença. Assim sendo, fico esperando que isto passe, porque, afinal, há coisas e encontros impossíveis.
Sunshine


2 comentários:

  1. mas às vezes também acho que o amor serve para tudo menos para ser contemplado ;)

    ResponderEliminar
  2. Quando se ama aprende-se a esperar, mesmo quando o tempo parece ter encravado. Essa pessoa há-de voltar!

    ResponderEliminar

As palavras são como os pássaros: nasceram para serem livres, soltas ao vento... Elas reclamam liberdade.