domingo, 10 de agosto de 2014

Às vezes quero escrever. E quando o vou  fazer vejo que não tenha nada para dizer e gostaria de ter. Mas um escritor só pode escrever com base nas suas experiências. É aí que reparo que não tenho muitas. Tenho vivido numa concha a maior parte do tempo, tentando fazer sempre o mais correto, o ideal. Resultou para certos aspetos, mas não contribuiu para a minha felicidade e, neste ponto, acho que a felicidade importa e muito. Portanto, olho para trás e penso que fiz tão pouco para quebrar rotinas, para me divertir, para me distrair, para conhecer-me a mim e o mundo que me rodeia. É incrível como tenho a noção de que não sei nada comparativamente com tudo o que há para saber. O mundo é infinitamente gigante e estou a perder-me nele, dentro de mim própria. 
Outra das coisas de que me dei conta foi que não há nada mais importante do que o amor. As relações interpessoais são o que de melhor e mais genuíno os seres humanos têm oportunidade de conhecer. A nossa vida baseia-se nas relações entre as pessoas e nós só conseguimos pensar nos bens materiais e em passar o nosso tempo com coisas supérfluas. Mas a vida é uma relação contínua entre nós mesmos e os outros. Tudo muda, inclusive as relações entre as pessoas, mas há sempre tempo para renovar amizades.
Cheguei a um momento da minha vida em que posso contar os verdadeiros amigos pelos dedos, de uma mão. E nunca me senti tão triste, tão só. No entanto, sei que cheguei ao fim de uma etapa e estou prestes a começar outra. E sei que o mundo muda constantemente, assim como a nossa vida. Acredito que as coisas podem mudar, para melhor. Sempre.
Sunshine

1 comentário:

As palavras são como os pássaros: nasceram para serem livres, soltas ao vento... Elas reclamam liberdade.